SÓ POESIA

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domingo, 31 de janeiro de 2010

A ULTIMA ALVORADA



                                                                       
A cidade dorme.
Do alto do morro... Em trevas
Vejo seu sono inquieto.
Ouço seu arquejo angustiado.
Pesadelo de retalhadas
Lendas urbanas
Formam no seu cenário
Enevoado, um painel
De sombras Dantescas.
Não posso dormir.
Sentinela de mim mesmo,
Tenho que esperar
Pelo próximo nascer do sol.
E quando um rosto
Desconfiado despontar
Alem da linha horizonte,
Cumprirei meu derradeiro arbítrio.
Levado pelas asas do vento,
À dimensão desconhecida.
Lá onde todos os sonhos
Começam... E terminam.
E nossa voz ecoa como um sopro
De brisa eterna.
Saltar de um inferno para o nada.
Este é o melhor destino
Que nossa consciência,
Esta predadora sanguinária
Deixou-nos como opção.
De um lado, a vida em morte lenta
De outro a morte na vida que corre
Em frações de segundo.
E quando a cidade acordar
Dos seus pesadelos
Estarei vivendo a utopia.
Da ultima alvorada.

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