SÓ POESIA

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quinta-feira, 26 de maio de 2011

POESIA SETE LAGOAS: Ao Político Ladrão

POESIA SETE LAGOAS: Ao Político Ladrão: " No Brasil do mensalão, Mensaleiro e mensalinho Jacaré nada de costa, Urubu sai de fininho É dinheiro na cueca No calção, no sapatin..."

Ao Político Ladrão







 No Brasil do mensalão,
Mensaleiro e mensalinho
Jacaré nada de costa,
Urubu sai de fininho

É dinheiro na cueca
No calção, no sapatinho
É ladrão que rouba pobre
E se manda de mansinho.

Todo mundo tá roubando
Deputado, desembargador
Do povão vão zombando
Tenha dó governador.

Tem tanto salafrário
Que tiraram da meretriz
Seu trabalho, seu salário
E seu emprego de atriz.

De ladrões e de favores
A política nos ensina
De dim dim e de valores
Contra a ética a chacina.

Chegou a hora do panetone
Já passou da pizza a vez
Põe a boca no trombone
Diz “não sei” e diz “talvez”

Todo mundo tá roubando
Não sobrou nenhum tostão
Deputado tá pelado
Sem vergonha e sem calção.

Passei lá no Planalto
Levando um cesto de fruta
Me levaram de assalto
O bando de filhos da truta.

Vou terminar meu poema
Aos políticos meu refrão
Põe no peito seu emblema
“Eu sou um político ladrão”.


João Drummond
Sete Lagoas - MG 

sexta-feira, 13 de maio de 2011

POESIA SETE LAGOAS: A HORA ZERO

POESIA SETE LAGOAS: A HORA ZERO: "Altas horas. A hora tardia... O tempo parou, fecharam-se as cortinas. Um palco vazio, uma luz tremulando. Arrasta-se a noite em lenta ag..."

Mares de Minas


Verdes mares de calmas
Vagas... Ondulantes.
Ao longe... bem ao longe
O sertão ao céu responde.

Brancas nuvens entre
Vales e serras verdejantes.
Fecha a tarde tristonha
Entre raios que o sol esconde.

A lua já desperta do sono profundo,
E projeta sobre a mata reflexos dos
Seus raios prateados.
A seriema quebra o silêncio com
Seu canto agudo.

Mágica sinfonia de grilos e sapos
Conta as lendas do cerrado.
O sertanejo com os olhos
Cheios d’água, viola canta
Esta noite em serenata.

O uivo do guará responde
Ao longe... lá bem longe,
Onde na luz da lua,
A serra da mata esconde.

Surfando sobre as copas de
Arvores, em mata cerrada,
Bandos alados buscam
No silencio do entardecer
Um leito de sono seguro.

Mares de Minas, verdes
Vagas, calmas, sussurrantes
Aos ventos que cantam
Nos céus azuis... Oh Liberdade.


João Drummond