sábado, 1 de junho de 2013
quarta-feira, 22 de maio de 2013
O Mundo do Poeta
Ao poeta restaram as palavras...
Poéticas, proféticas, amorosas, raivosas,
Tristonhas, bisonhas, intrusas, reclusas
Palavras de euforia.
Palavras de alforria.
Palavras que libertam, acobertam,
Ofendem, matam, desmatam.
Palavras que constroem e destroem.
Que correm com os ventos e os eventos.
Palavras que param estagnadas,
Paralisadas, sussurradas.
Palavras que desafiam, fiam.
Palavras que anoitecem e amanhecem,
Com o mesmo tom indignado,
Com a mesma cara lavada.
Palavras como véu transparente
Ou como mortalha deprimente.
Palavras faladas com louvor
Ou gritadas com horror.
Benditas, malditas, ditas.
Palavras pensadas, repensadas.
Palavras inconseqüentes, delinqüentes.
Palavras molhadas, geladas.
Pueris, sutis, profundas, fecundas
Resolutas, impolutas,
Indecisas, incisivas,
Pertinentes, insolentes.
Arrogantes, intrigantes,
Destrutivas, emotivas,
Emproadas, emboladas,
Pacifistas, belicistas.
Pensando bem, ao Poeta
Restaram todas as palavras
Não lhe faltou nada... nada
João Drummond
sábado, 23 de março de 2013
domingo, 3 de março de 2013
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
O Ultimo Poema
Caminhei
pelas vilas e cidades
Entre virtudes
e maldades
Lutei em
todas as rinhas
Batalhas nobres
e mesquinhas
Vi pelas
frestas das janelas
Matronas e
donzelas
De expressões
inocentes
E olhares
indecentes
Gritei a
plenos pulmões
Poemas e
palavrões
Viajei pelos
sete mares
Respirei todos
os ares
Tomei remédios
e venenos
Pulei muros
e abismos
Ganhei uma
grana preta
Perdi tudo
na roleta.
Plantei flores,
frutos e espinhos
Gerei filhos
legítimos e bastardos
De joelhos em
lamentos mesquinhos
Pedi perdão
pelos meus pecados.
Restou-me
uma ultima empreita
A hora do meu
melhor recado
Deixo aqui
neste poema
O meu
derradeiro legado
João
Drummond
domingo, 20 de maio de 2012
Decifra-me Ou Te Devoro
Insisto mesmo sem razão ou
certeza
Guerra provoco quando chego
de estalo
Não tenho respeito pelo saber
e conhecimento
Olho para o mundo e não vejo
nada... Nada
Rio e caçôo dos sábios e dos
tolos
Ainda que me provem o
contrário eu não me abalo
Não sei de nada e nem quero
saber
Creio sempre que nada faço ou
digo de errado
Isto tudo que eu disse acima,
afirmo e confirmo
Agora descubra quem sou ou
contigo me caso
João Drummond
sábado, 28 de abril de 2012
O Mundo do Poeta
Ao poeta restaram as palavras...
Poéticas, proféticas, amorosas, raivosas,
Tristonhas, bisonhas, intrusas, reclusas
Palavras de euforia.
Palavras de alforria.
Palavras que libertam, acobertam,
Ofendem, matam, desmatam.
Palavras que constroem e destroem.
Que correm com os ventos e os eventos.
Palavras que param estagnadas,
Paralisadas, sussurradas.
Palavras que desafiam, fiam.
Palavras que anoitecem e amanhecem,
Com o mesmo tom indignado,
Com a mesma cara lavada.
Palavras como véu transparente
Ou como mortalha deprimente.
Palavras faladas com louvor
Ou gritadas com horror.
Benditas, malditas, ditas.
Palavras pensadas, repensadas.
Palavras inconseqüentes, delinqüentes.
Palavras molhadas, geladas.
Pueris, sutis, profundas, fecundas
Resolutas, impolutas,
Indecisas, incisivas,
Pertinentes, insolentes.
Arrogantes, intrigantes,
Destrutivas, emotivas,
Emproadas, emboladas,
Pacifistas, belicistas.
Pensando bem, ao Poeta
Restaram todas as palavras
Não lhe faltou nada... Nada
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